segunda-feira, 19 de novembro de 2012

02 de abril de 2012. O CMT GERAL da PM de SP entrega o cargo ao Governador. Geraldo Alckim. 26/07/12. Procurador da República pediu afastamento do CMT GERAL da PM de São Paulo. Meses depois ataques começaram a acontecer. Será que Policiais não estão pagando com a vida a disputa do poder.


Comandante-geral da PM deixa cargo

O Comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo, Álvaro Camilo, afirmou que foi um privilégio comandar uma instituição com a grandeza de São Paulo, em uma nota que enviou à imprensa. O Comandante Camilo entregou, nesta segunda-feira, 2, o pedido de exoneração do cargo.
De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Militar, o comandante ainda não afirmou o motivo da desistência do cargo.
Abaixo íntegra da nota:
“Comunico que, nesta data, deixo o Comando da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Há poucos instantes entreguei o cargo ao Governador Geraldo Alckmin. Agradeço pela fundamental colaboração ao meu Comando. Foi um orgulho e grande privilégio Comandar uma Instituição da grandeza de São Paulo.
São Paulo, 02 de abril de 2012.
ALVARO BATISTA CAMILO”


26/07/2012
 às 20:52

A carta do comandante-geral da PM de SP e as verdades que a imprensa engajada tenta omitir. Ou: 100 mil jornalistas seriam, no conjunto, mais decentes do que 100 mil policiais?

O coronel Roberval Ferreira França, comandante-geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo, divulgou uma carta no Facebook que tem apenas um defeito. Embora seja a voz de seu comandante-geral, o texto deveria estar ainda mais claramente caracterizado com a voz da instituição. Tem de ser um documento oficial da PM. O texto é tão esclarecedor, diga-se, que poderia vir assinado também pelo secretário de Segurança e pelo próprio governador do estado. Leiam. Volto em seguida.
Carta ao Povo de São Paulo e do Brasil
A Polícia Militar defende e protege 42 milhões de pessoas que residem no estado de São Paulo. Para quem pergunta se a população confia na Polícia, os números falam por si: no último ano, atendemos a mais de 43 milhões de chamados de pessoas pedindo ajuda, socorro e proteção; realizamos 35 milhões de intervenções policiais, 12 milhões de abordagens, 310 mil resgates e remoções de feridos e 128 mil prisões em flagrante (89 mil adultos e 39 mil “adolescentes infratores”); apreendemos 70 toneladas de drogas e mais de 12 mil armas ilegais; recuperamos 60 mil veículos roubados e furtados. De janeiro a junho, a população carcerária do estado cresceu de 180 mil para 190 mil presos, o que representa 40% de todos os presos do Brasil.
O estado de São Paulo ocupa o 25º lugar no Mapa da Violência 2012, publicado em maio pelo Instituto Sangari e registra hoje uma taxa de 10 homicídios/100 mil habitantes, uma das mais baixas do país. Só para ilustrar, o Rio de Janeiro registra a taxa de 30 homicídios/100 mil habitantes, e Alagoas chegou à impressionante taxa de 73 homicídios/100 mil habitantes. Tudo isso parece incomodar muito algumas pessoas, que tentam, por várias medidas, atacar e enfraquecer uma das mais bem preparadas e ativas polícias do nosso país. Essas pessoas ignoram muitos fatos e verdades. Neste ano, tivemos mais de 50 policiais militares assassinados covardemente e temos hoje mais de 5 mil policiais militares que ficaram inválidos na luta contra o crime.
Mesmo assim, não iremos nos acovardar. A Polícia Militar de São Paulo continuará sendo a força e a proteção das pessoas de bem que vivem em nosso Estado. Como policial, tenho orgulho de fazer parte dessa grande instituição e, como comandante, tenho orgulho dos 100 mil profissionais que trabalham comigo na luta contra o crime.
Peço a todas a pessoas de bem que acreditam em nosso trabalho que divulguem essa carta.
Muito obrigado!!!
Roberval Ferreira França
Coronel PM
Comandante Geral
VolteiConsidero um dever passar essa carta adiante e tornar públicos os números sobre a atuação da Polícia Militar, que são, como pude apurar, verificáveis porque devidamente registrados. Notem: além do combate ao crime, nada menos de 310 mil resgates e remoções de feridos. Não há instituição no Brasil desse porte. Aliás, duvido que haja coisa igual no mundo.
Essa polícia tem problemas? Tem, sim! Mas também se apresenta, com muita frequência, como a solução. O coronel faz muito bem em chamar a atenção para os números, que indicam não só uma segurança pública sob controle como uma evidente melhoria no atendimento. Não obstante, estão tentando massacrá-la. Há uma soma infausta de esquerdismo bocó, eleitoralismo rastaquera e, infelizmente, bairrismo — anti-São Paulo!!! — que tenta transformar uma instituição virtuosa numa espécie de estorvo.
A determinação de um procurador da República, apaixonado pelos holofotes, de pedir o afastamento do comando é, em si mesma, uma indignidade e, ela sim, uma violência com o povo de São Paulo.
O crime existe? Existe! Está aí! Tem de ser combatido. A PM faz a sua parte. E o faz com mais eficiência do que suas congêneres na esmagadora maioria dos outros estados, inclusive naqueles que teriam motivos para ter menos problemas na área de Segurança Pública. Uma corporação de 100 mil homens está, no entanto, sujeita a problemas, especialmente quando lida com o crime e reúne pessoas armadas? Ora, esse é um dado estrutural das forças policiais no mundo inteiro, mesmo nos países mais socialmente justos do que o Brasil.
Houvesse cem mil jornalistas no país, teríamos, entre eles, bandidos infiltrados. Aliás, existem penas de aluguel — uma forma de jaguncismo com as letras — em grupo bem menor do que esse, não é mesmo? Reúnam-se 100 mil professores, 100 mil padres, 100 mil pastores, 100 mil ongueiros, 100 mil procuradores da República, 100 mil defensores públicos… Na verdade, dividam esses grupos todos por 100, fiquemos com mil de cada categoria, e vamos avaliar a moralidade média.
A PM tem combatido tanto os seus bandidos como os excessos daqueles que, não sendo bandidos, erram gravemente no seu trabalho. Qual dessas corporações pune imediatamente o “companheiro” por uma falha grave no trabalho?
Respondam àquilo que escrevoAlguns reclamam: “Você não está publicando críticas ponderadas à PM nos comentários”. Algumas estão sendo publicadas. Recuso aquelas que respondem àquilo que não escrevi. E eu não escrevi em nenhum momento que devemos aplaudir os índices de violência de junho. Mas eu escrevi, sim, que, tudo o mais constante (e a tendência é que não seja), São Paulo ainda estará na rabeira da violência. Isso eu escrevi. Por que não contestam? Eu escrevi, sim, que, se os índices de violência do Brasil fossem os mesmos de São Paulo, quase 30 mil vidas seriam poupadas por ano. Por que não me contestam? E eu NÃO ESCREVI que a PM agiu certo no caso daquelas duas mortes. Logo contestar-me nisso é uma estupidez e uma ociosidade.
Eu estou preparado para discutir com pessoas que têm pensamento lógico e que se apegam aos fatos, não aos preconceitos. Eu estou preparado para discutir com pessoas que entendem que o papel da Polícia Militar é, principalmente, reprimir o crime, e não se dedicar a especulações sobre a justiça ou injustiça social, que é outro departamento. E não que a PM a tanto não se dedique: 310 mil resgates e remoções num único ano são uma prova de dedicação ao outro.
Essa PM tem de melhorar? Tem, sim! Mas, se o senhor Gilberto Dimenstein decreta a “calamidade” num estado com esses números, o que ele tem a dizer sobre o resto do país. A taxa de homicídios do Brasil, excetuando-se São Paulo, é quase o triplo da do estado. E o que diz esse valente? Vai decretar a falência do país? Ora, tenham a santa paciência!
Parabéns ao comandante-geral pelo texto. Que seja mesmo reproduzido estado e Brasil afora. Não é a primeira vez que o crime procura um alinhamento objetivo com a política e com a imprensa — procurem o que quer dizer “alinhamento objetivo”; não se trata, necessariamente, de uma conspiração — para fazer a pauta e, assim, tentar impor a sua vontade.
Por Reinaldo Azevedo


Novo secret'ario de seguranca planeja troca do CMT GERAL da PM SP.


Controlar tropa é um dos desafios de Grella

Delegados e coronéis ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo disseram, na quinta-feira (22), que os principais desafios para o novo secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, são recuperar o controle da Polícia Militar para o combate da onda de assassinatos nos bairros da periferia da Grande São Paulo e aumentar o índice de esclarecimento de crimes pela Polícia Civil, como instrumento de combate ao crime organizado. "Essa crise é um problema que envolve principalmente a PM", disse um delegado de classe especial que dirige uma seccional na Grande São Paulo.
Os coronéis foram muito críticos em relação à gestão do atual comandante-geral da PM, Roberval Ferreira França, por causa de seu estilo de comando, considerado imperial por muitos deles. "Se ele conversar cinco minutos com você, vai tentar mostrar que sabe mais de jornalismo do que você", disse um coronel. Outro oficial afirmou que França tem um perfil técnico, que seria muito mais útil à corporação em um cargo ligado à área de tecnologia. "Foi por suas qualidades técnicas que eu o promovi", disse o ex-comandante-geral Álvaro Camilo.
Cotados
A formação da equipe de Grella também será fundamental para definir o futuro da segurança em São Paulo. O procurador de Justiça Antônio Carlos da Ponte deve fazer parte do grupo. Ele vai ocupar o cargo de secretário adjunto. Ponte foi promotor no 1.º Tribunal do Júri no julgamento do massacre da cela-forte do 42.º Distrito Policial - 18 presos foram mortos por asfixia após 50 deles serem trancados em uma cela-forte no fim de uma rebelião. Ponte conseguiu a condenação a 536 anos de prisão em 1993, a maior até então aplicada pela Justiça paulista.
O nome do procurador ainda não foi anunciado oficialmente por Grella, mas o procurador-geral, Márcio Elias Rosa, já concordou com sua liberação da instituição - Ponte é um de seus assessores diretos. Falta ainda definir quem será o chefe de gabinete de Grella e quem deve comandar as Polícias Civil e Militar.
O nome mais cotado para assumir a PM é o do atual secretário-chefe da Casa Militar, coronel Benedito Roberto Meira. O coronel Meira é homem próximo do presidente estadual do PSDB, Pedro Tobias - ambos fizeram carreira na cidade de Bauru, no interior paulista. Meira era capitão quando prendeu pessoalmente, em 1999, o então prefeito de Bauru Antônio Izzo Filho, acusado de corrupção - Tobias era então vereador na mesma cidade.
Aos colegas, sempre defendeu que a Polícia Militar priorize as apreensões de armas de fogo e armas brancas, além da captura de foragidos e prisões em flagrante. Seu nome - muito citado no Palácio dos Bandeirantes - seria uma aposta para pacificar os coronéis. A desmotivação dos coronéis seria uma das razões por trás do descontrole da tropa e do aumento da criminalidade. Além de Meira, outros nomes são examinados, inclusive entre os mais jovens na lista dos 61 coronéis da PM. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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