sábado, 1 de dezembro de 2012

Oficial da PM é preso por extorsão


O capitão Luciano Martins de Araújo, 40 anos, foi preso nesta segunda-feira por agentes da Corregedoria da PM quando chegava de Miami, Estados Unidos, no aeroporto Internacional Tom Jobim.

Ele é acusado de tomar, com escolta armada, os valores da rescisão de contratos trabalhistas de R$ 56.879,21 de ex-funcionários da empresa Alfaseg Vigilância e Segurança Ltda que prestou serviço ao Hospital Federal do Andaraí de 2006 a 2011.
Para impedir que os vigilantes, que trabalharam na empresa, que está no nome da mulher do oficial, entrassem na Justiça, o policial lotado no Estado-Maior da PM fez reunião dia 20 de junho dentro da unidade. Na ocasião, ele afirmou que se alguém prejudicasse a sua mulher iria "detonar", como clara ameaça aos ex-funcionários, que gravaram o aúdio do encontro.
De acordo com a assessoria de imprensa da PM, um Inquérito Policial-Militar (IPM) foi aberto, ao fim do qual o capitão poderá ser submetido a Conselho de Justificação, que pode resultar na demissão dele da corporação.
Em 2000, então lotado no gabinete do deputado estadual Domingos Brazão, foi indiciado pela morte do estudante Flávio Augusto filho, de 14 anos, na saída do jogo Flamengo x Vasco no Maracanã. Ele foi absolvido pela Justiça, com a tese da legítima defesa.
Em 26 de setembro do ano passado, o oficial retornou à corporação. O capitão está preso na Unidade Prisional, antigo BEP, da PM. Ele foi denunciado pelo Ministério Público Federal à Justiça Federal e teve a prisão preventiva decretada pelos crimes de extorsão, frustração de direito assegurado por lei trabalhista, coação no curso do processo, falsidade ideológica e abuso de autoridade. As penas variam de um a dez anos de prisão.

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