sábado, 22 de junho de 2013

PMERJ:Polícia Militar aplaude população e é aplaudida em Petrópolis, RJ.

Protestos tomaram as ruas do Centro Histórico.
População da cidade dá exemplo de cidadania no fim do ato.

Comandante do 26ª Batalhão de Polícia Militar em Petrópolis aplaude e é aplaudido (Foto: Andrey Mattos)

O comandante do 26° Batalhão, tenente-coronel Rubens Peixoto, acompanhou o protesto junto com os manifestantes desde o início e no fim foi aplaudido pela população, pela 'parceria' entre policiais e ativistas, que lhe entregaram flores brancas entre os agradecimentos. /Foto: Marco Oddone.




Todo o comércio da cidade ficou fechado após as 16 horas. Os empresários e lojistas fecharam as lojas mais cedo devido ao manifesto, com medo de depredações e saques. Os shoppings Pedro II e Santo Antônio se precaveram e começaram a colocar os tapumes para proteção antes do meio-dia.
O empresário Antônio Tavares, dono de uma loja na entrada do Pedro II, disse que esta medida é uma forma de proteger o local, já que as vitrines são de blindex e vulneráveis. “Pela manhã, o movimento já caiu. Para alguns funcionários, demos folga e vamos fechar por volta das 15h. Fomos obrigados a adiantar o fechamento das vitrines porque depois não dá tempo”, afirmou. O receio do empresário foi principalmente com relação aos funcionários. “É uma maneira de protegê-los”, disse. 
O zelador do Shopping Santo Antônio, Silton Luiz Stadle, resolveu fechar o local, preocupado com baderneiros. “Preferimos prevenir porque não sabemos o que pode acontecer com a manifestação, e os exemplos que temos de outras cidades servem para investirmos na prevenção”, comentou. 
Além das lojas, as agências bancárias também utilizaram tapumes como proteção. Os cerca de 40 estabelecimentos comerciais da galeria Marchese começaram a baixar as portas antes das 15 horas. Os portões de ferro já estavam fechados pouco tempo depois. A Galeria Gelli e o Edifício Profissional também fecharam no mesmo horário. “Trata-se de prevenir possíveis prejuízos e acidentes, já que todas as lojas têm vitrines de vidro. Não significa que somos contra o protesto. Na minha opinião, o ato é muito válido, desde que seja pacífico”, afirmou Maria Luiza Rivero, síndica da galeria Marchese. 
Fiscalização 
O Comando da Polícia Militar de Petrópolis disponibilizou 300 homens do efetivo para acompanhar a manifestação na cidade ontem, que reuniu cerca de 10 mil pessoas. Grande parte dos policiais estava distribuída entre as ruas onde a passeata passou. 
O comandante do 26° Batalhão, tenente-coronel Rubens Peixoto, acompanhou o protesto junto com os manifestantes desde o início e no fim foi aplaudido pela população, pela “parceria” entre policiais e ativistas, que lhe entregaram flores brancas entre os agradecimentos. “Não tivemos nenhum delito, a população se manifestou e foi de forma totalmente pacífica. O efetivo já saiu do quartel com a ideia de que teríamos um dia tranquilo, sem qualquer confusão”, disse Peixoto. O comandante lembrou ainda que desde o último domingo, dia 16, vem se reunindo com os organizadores da manifestação para definir o percurso e definir o plano de segurança para a população.
“Colocamos todo nosso efetivo na rua para dar mais segurança e tranquilidade a todos os moradores que quisessem participar da manifestação. Já contávamos com essa atitude da população petropolitana, de paz”, explicou. 
A Polícia Rodoviária Federal também disponibilizou efetivo para coibir a entrada de pessoas na cidade portando qualquer material proibido ou armamento. Foram formadas duas barreiras policiais, as duas no sentido Rio x Petrópolis, uma no Km-100 e outra no Km-82. De acordo com a PRF, diversos veículos e ônibus fretados foram parados para fiscalização, mas nenhum objeto foi encontrado. 
Ônibus 
O transporte coletivo não parou de funcionar durante o protesto, mas precisaram mudar seus itinerários para não passar pelo Centro Histórico. Após as 15 horas, a principal via da cidade foi fechada e os veículos precisaram tomar outros caminhos. Os ônibus no sentido Bingen realizaram as paradas na Rua Montecaseros, lá os passageiros realizaram o embarque e desembarque. Já os coletivos do bairro Quitandinha alteraram o itinerário e passavam pelo bairro Alto da Serra até chegarem ao terminal rodoviário do Centro. Os ônibus vindo dos distritos, Itaipava, Corrêas e Carangola estavam parando no último ponto da Avenida Barão do Rio Branco para desembarque dos passageiros. Os veículos faziam a volta no Palácio de Cristal e retornavam para os distritos. Os coletivos da viação Cidade das Hortênsias utilizaram como ponto final o retorno na entrada da Avenida Ipiranga e dali retornavam para o bairro Itamarati. 
De acordo com o Setranspetro não houve qualquer paralisação dos veículos e nenhum incidente com passageiros. O órgão disse ainda que na medida em que as vias forem desinterditadas, os ônibus retornarão para o itinerário normal.
Redação Tribuna

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