quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

PMESP: agora é proibida de socorrer feridos por arma de fogo..



Coronel Winker diz que só 1% dos chamados em SP é de feridos por arma. Governador Geraldo Alckmin diz que 'o importante é o socorro ser bem feito'.

A nova resolução da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo que proíbe policiais militares de socorrer vítimas de crimes violentos, em vigor desde terça-feira (8), não irá alterar a rotina do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), segundo o diretor da unidade na capital, coronel Luiz Carlos Winker.
"Para o atendimento pré-hospitalar não muda em nada. O Samu já atende ferimentos por armas de fogo”, diz Wilker. Segundo ele, das 1.200 ocorrências atendidas por dia, apenas 1% diz respeito a chamadas de feridos por arma de fogo.
Com 140 ambulâncias e 38 motos distribuídas em cem bases da cidade, Wilker diz que a infraestrutura atual do Samu, que conta com 2 mil funcionários, é suficiente para atender a demanda futura e não vê necessidade de expandir o serviço.“O Samu está no ápice da eficiência com o processo de modernização. Em 96% dos casos graves, o atendimento ocorre em até dez minutos”, afirma.
Nos casos em que os pacientes não correm risco de morte, no entanto, o atendimento pode ocorrer em até duas horas. “Quando não há urgência, não há cálculo de tempo mínimo para o atendimento.” A urgência é definida por meio de um protocolo de perguntas feitas pelos 155 atendentes da central 192, que seguem orientações usadas em todo o mundo.
O Samu é um serviço custeado em conjunto pelos governos federal e municipal. A União doa as ambulâncias e paga 50% do custeio das operações.
Além do paramédicos do Samu, os bombeiros do Resgate também poderão prestar socorro às vítimas. De acordo com o capitão Renato Natale Junior, do Corpo de Bombeiros, a rotina do Resgate (serviço de socorro da corporação) também não terá mudanças. "A infraestrutura do Resgate não vai aumentar, pois já atendemos esse escopo [baleados]. O percentual de vítimas feridas com armas de fogo é muito pequeno", afirma. Dos 10 mil chamados diários recebidos na central 193 na capital paulista e na Grande São Paulo, cerca de 800 viram ocorrência e o Resgate é deslocado. Do montante, 80%, diz, são atendimentos de trânsito, seguidos por acidentes pessoais, como quedas, por exemplo.
Na manhã desta quarta-feira (9), o governador Geraldo Alckmin disse não ver polêmica na determinação da SSP. “O importante é o socorro ser bem feito", afirmou. "Esses são procedimentos médicos de emergência que são tomados no mundo inteiro."
Mudanças
Segundo a SSP, a medida, que evita o socorro de vítimas de casos de violência, visa “salvaguardar a saúde das vítimas, como já ocorre nos acidentes de trânsito, e garantir a preservação dos locais de crime para a realização de perícia e investigações”.
A medida também prevê que os PMs não poderão socorrer vítimas de crimes violentos, como tentativas de homicídio e de latrocínio. Uma outra mudança prevista diz que os envolvidos nesses casos deverão ser apresentados de imediato na delegacia de polícia para as investigações.
A resolução diz que o registro dos casos de resistência seguida de morte passarão a ser registrados como “morte decorrente de intervenção policial" ou "lesão corporação decorrente de intervenção policial", seguindo a recomendação de uma resolução do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana. (G1).

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